Moradores de Santana de Parnaíba voltam a denunciar a constante falta de água em diversos bairros da cidade. Segundo relatos da população, o problema já se arrasta há mais de dois anos e, nos últimos meses, tem se agravado, deixando famílias dias seguidos sem abastecimento.
As reclamações são frequentes em um grupo de WhatsApp que reúne mais de 180 moradores da região. No espaço, os relatos diários mostram as dificuldades enfrentadas dentro de casa por conta da ausência de água.
A moradora Mayla Tauany afirma que a situação se tornou insustentável e que, diante da falta de solução, decidiu recorrer à Justiça contra a Sabesp. “Meu processo contra a Sabesp dura mais de 1 ano. Ganhamos mas eles recorreram. Estamos falando de algo básico. Sem água não conseguimos cozinhar, tomar banho, lavar louça ou manter a casa funcionando. Já ligamos inúmeras vezes, abrimos protocolos, mas nunca temos uma resposta clara do que está acontecendo”, relata. Segundo ela, o problema costuma se intensificar nos finais de semana, justamente quando muitas famílias têm mais tempo para realizar tarefas domésticas.
Entre os relatos de moradores está o de Jéssica Bispo, que descreveu a dificuldade enfrentada dentro de casa. “Estou com meu enteado PCD sem tomar banho desde ontem. Nem almoço consegui fazer. É um absurdo”, contou.
Já Jennifer, que mora próximo ao parque da região, afirma que a água simplesmente não chegou em sua rua. “Aqui perto do parque também não chegou água e não tem previsão nenhuma”, disse.
A moradora Renata, que vive na Rua Curitiba, na Gleba C, relata que a situação já dura dias. “Aqui não tem um pingo de água desde sexta-feira. Hoje nem vou mandar as crianças para a escola, porque não tem água nem para cozinhar.”
Para Lila, a situação chegou ao limite. “Semana passada precisei comprar garrafa de água para beber porque simplesmente acabou tudo.”
Além dos transtornos diários, moradores reclamam da falta de posicionamento da concessionária responsável pelo abastecimento.
Segundo os relatos, os moradores frequentemente ligam para registrar reclamações e abrem protocolos de atendimento, porém afirmam que não recebem respostas claras nem previsão de normalização do serviço.
Diante do cenário, moradores pedem apoio da imprensa para dar visibilidade ao problema e pressionar por uma solução definitiva.
“Precisamos que essa situação seja vista. Estamos falando de um serviço essencial que simplesmente deixa centenas de famílias sem água”, finaliza Mayla Tauany.

